Queridos,
estamos desde sábado aqui em Porto Principe, em um acampamento organizado pela Jocum no prédio da polícia haitiana, parte caída e parte com rachaduras, em frente ao palácio do governo que caiu.
No pátio da policia estão montadas grandes tendas que cobrem parte dos donativos, que também serve de dormitório para alguns e em uma parte tenda funciona uma espécie de clínica improvisada. Na verdade onde estão as tendas e o que sobrou do prédio da polícia está funcionando um grande hospital e, graças a Deus, temos podido cooperar com nossos irmãos haitianos.
Estamos muito felizes. Ppor muitas vezes nos pegamos comovidos com tudo o que temos vivenciado. A cidade caiu, os prédios que insistem em ficar em pé estão condenados, é muito comum ver pessoas fazendo suas necessidades básicas nas ruas, elas não tem mais suas casas.
O grande hospital improvisado, acredito que único, funciona como o hospital de urgências de Goiânia em tempos de carnaval. Temos servido na limpeza, na montagem dos pacotes de doações, na organização dos medicamentos e nossa equipe pode fazer um parto, uma amputação e uma série de outros atendimentos a ferimentos, de leves a graves.
Hoje a tarde pudemos jogar bola com as crianças e orar com elas. Temos tido uma oportunidade fantástica em testemunhar a Vida daquele que um dia morreu por nós.
Tivemos ontem a noite uma experiência incrível. Bem tarde da noite, uma multidão de haitianos vieram correndo em direção ao prédio da polícia, uns 3 ou 4 mil cantando um hino em crioulo. Como estamos acampados na lage do prédio pudemos ver tudo e no primeiro momento pensei ser alguma manifestação ofensiva, mas logo em seguida nos informaram que era um hino de louvor e entrega do povo haitiano ao Senhor, aleluia!
Louve ao Senhor pelo que Ele irá fazer nesse pais, que Ele lance seus fundamentos! Eis nos aqui, envia-nos a nós!
Igor e Jak